Estava a editar o Wikiquote quando me ocorreu o assunto desse texto. Agradável ou não. Notei novamente a falta de editores ativos no projeto e estava me perguntando os motivos por trás disso e o que fazer para mudar essa situação.
De início fui checar o número de usuários registrados no Wikiquote para ver quão grave é a situação. Para meu espanto, o projeto tem mais usuários registrados que o Wikisource e o Wikinotícias, coincidentemente os dois projetos lusófonos mais novos. Que diabos acontece então?
Se me dissessem que os lusófonos simplesmente não gostam de citações, talvez eu acreditasse, mas diria que também não gostam de textos nem muito menos de notícias. Comparando contudo a quantidade de usuários registrados na Wikipédia, a sexta com mais usuários, a pequena quantidade de usuários registrados nos demais projetos lusófonos salta aos olhos. Em nenhum chega a 5 mil que sejam. E não falemos em usuários ativos, editores propriamente ditos. Mesmo na Wikipédia dá quase para contar nas mãos quantos tem mais de mil edições.
Somos realmente poucos e não somos compreendidos. Quantas pessoas sequer ouviram falar da Wikipédia pela lusofonia afora? Mesmo ela que conta com algumas reportagens por aí é confundida e mal conhecida. Para falar a verdade tenho medo - é sério - de ler a linha direta ou o pergunte ao bibliotecário, serviço parecido do Wikilivros. Às vezes é surreal o que aparece ali. Não dá para saber se a pessoa está falando sério ou brincando. E fica claro também que muitas - por vontade própria ou não - não lêem nada do que está escrito lá. Vários associam a Wikipédia ao Google - daí talvez a associação da mesma com o Orkut no caso do Brasil.
Por outro lado, mesmo dentro da Wikipédia, porta de entrada dos projetos da Fundação Wikimedia os usuários cadastrados, ativos e antigos não sabem diferenciar um projeto do outro. Para não falar de um certo desprezo, visível por vezes, por eles. É mesmo engraçado ver a confusão entre o Wikilivros e o Wikisource. E é claro, o nome deles também não ajuda. Provavelmente seria mais apropriado chamar o Wikilivros de Wikimanuais e o Wikisource de Wikilivros e quanto ao Wikiquote, basta dizer que pronunciado em português fica "cuóte", ou algo assim, e que sem saber inglês não dá nem para adivinhar vagamente de que se trata. Talvez seja o caso de estabelecer algum dia como o "Dia da edição no projeto irmão" para nos conhecermos melhor. Talvez isso mude também com a criação do login unificado, prometido para 2489 segundo soube.
Realmente somos confundidos. E mal nos tornamos conhecidos, já vem a má fama. Realmente os "outros" projetos lusófonos da Fundação Wikimedia têm um pepino em mãos. Como cumprir a nossa missão de informar o mundo se o mundo sequer sabe de nossa existência? Qual a parcela de culpa que nos cabe; a nós, os que desejamos ver o crescimento desses projetos, a Wikipédia inclusa? Qual cabe talvez aos lusófonos como um todo? Pessoalmente entrevejo parte da resposta, mas sobre isso não direi palavra.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Somos confundidos
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Jorge
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Wikilivros o que falta
Oba, o Planeta Wikimedia está de volta depois de alguns meses sem atualizar-se. Dessa vez não venho falar da Wikipédia (depois de certo tempo perde um pouco a graça chutar quem está caído...). Hoje vim falar sobre o Wikilivros. Tempos atrás discutíamos o que falta para a qualidade dele melhorar em curto e longo prazo. Antes de falar sobre os desafios futuros, começarei falando um pouco sobre os progressos alcançados este ano.
O Wikilivros tem no momento pouco mais de cinco mil módulos divididos entre cerca de 160 livros. Para ser sincero o número de módulos está inchado pelos módulos da Wikiversidade e do Livro de receitas e há uma grande concentração deles na área de informática.
Deixando os números de lado, esse ano houve um esforço para dar fim aos mínimos que também existiam no projeto. Conseguimos saltar de 1.800 k por módulo, o que já era mais que o tamanho médio dos verbetes da Wikipédia atualmente, para quase 2.000 k. A predefinição foi retirada do último deles em abril. Uma vitória.
Ainda no primeiro semestre também conseguimos ajustar nossa política de copyright. Mas apesar de tudo continuamos com poucos usuários ativos.
E então que caminho seguir para que em 2008 o Wikilivros se torne ainda melhor? Nenhum outro que não seja o da qualidade. Para começar, fica faltando a criação da Wikiversidade. Já houve uma votação e algumas discussões, mas não foi possível reunir apoio suficiente. Eu mesmo fui contrário. Em parte por se temer uma falta de usuários ativos, o que já ocorre em maior ou menor grau por toda a lusofonia wikimediana para além da Wikipédia (e talvez nela também). Em parte pela falta de conteúdo já existente. Agora, faz um ano que os projetos em inglês e alemão foram criados e já é possível ter uma idéia sobre a Wikiversidade. Depois da última discussão organizou-se e desenvolveu-se algum conteúdo no próprio Wikilivros. Acho que é chegada a hora de dar o próximo passo.
Mais qualidade pode vir também com mais usuários ativos. Eles poderiam ser atraídos por mais livros completos e vice-versa. Se há conteúdo, o Wikilivros aparece mais nas ferramentas de busca e aparecendo mais, mais pessoas se interessam pelo projeto. É um círculo virtuoso. Outra maneira de se conseguir mais divulgação e mais usuários seria uma simples diferenciação visual. Convenhamos, para quem vê de fora os projetos da Wikimedia parecem todos iguais. Pouca gente consegue diferenciar cada um a pincípio. Os projetos da Wikimedia precisam sair da sombra da Wikipédia.
Mas enquanto esperamos algo nesse sentido podemos ir em busca de parcerias com empresas que estejam dispostas a distribuir nosso trabalho, como a OLPC e o plano de incluir livros do Wikijúnior nos computadores de 100 dólares. Isso se os 150 mil computadores realmente saírem no Brasil no ano que vem. Se não, muita coisa é possível através da imprensa.
Uma pequena e persistente lacuna no caminho dos novatos é a falta de páginas de ajuda para começar a editar. A falta de páginas de ajuda e a dificuldade advinda daí dificulta a vida dos que querem ingressar no projeto, mas essa é a dificuldade mais fácil de sanar.
O Wikilivros tem grande potencial - mas qual projeto da Wikimedia não tem - para crescer no próximo ano. Resta continuar trabalhando para colher os frutos. Ah, sim! Já que estamos em época de anúncios, o processo de escolha do novo logotipo do Wikilivros foi iniciado. Os artistas estão convidados a participar.
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Jorge
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terça-feira, 30 de outubro de 2007
Poderia ter sido... Um anônimo
Foi a gota d'água. Já é a terceira ou quarta vez que me confundem com outro. Já houve confusões por causa disso e já até atribuíram minhas idéias a outras pessoas. Tudo bem que quatro mil edições - não, não dava boas-vindas - e quase dois anos de contribuições não são grande coisa, mas nem só de Esplanadas se faz uma comunidade.
Se há uns que querem deixar de ser IP e passar a ser alguém, eu queria deixar de ser alguém e passar a ser um IP. Talvez assim atribuíssem meus comentários e idéias a mim e ainda viraria assunto em blog.
Para o pessoal do fair use, a imagem prometida antes:
Jardim em Quioto, Japão. Autor: Fg2 Licença: Domínio Público
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Jorge
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