Oba, o Planeta Wikimedia está de volta depois de alguns meses sem atualizar-se. Dessa vez não venho falar da Wikipédia (depois de certo tempo perde um pouco a graça chutar quem está caído...). Hoje vim falar sobre o Wikilivros. Tempos atrás discutíamos o que falta para a qualidade dele melhorar em curto e longo prazo. Antes de falar sobre os desafios futuros, começarei falando um pouco sobre os progressos alcançados este ano.
O Wikilivros tem no momento pouco mais de cinco mil módulos divididos entre cerca de 160 livros. Para ser sincero o número de módulos está inchado pelos módulos da Wikiversidade e do Livro de receitas e há uma grande concentração deles na área de informática.
Deixando os números de lado, esse ano houve um esforço para dar fim aos mínimos que também existiam no projeto. Conseguimos saltar de 1.800 k por módulo, o que já era mais que o tamanho médio dos verbetes da Wikipédia atualmente, para quase 2.000 k. A predefinição foi retirada do último deles em abril. Uma vitória.
Ainda no primeiro semestre também conseguimos ajustar nossa política de copyright. Mas apesar de tudo continuamos com poucos usuários ativos.
E então que caminho seguir para que em 2008 o Wikilivros se torne ainda melhor? Nenhum outro que não seja o da qualidade. Para começar, fica faltando a criação da Wikiversidade. Já houve uma votação e algumas discussões, mas não foi possível reunir apoio suficiente. Eu mesmo fui contrário. Em parte por se temer uma falta de usuários ativos, o que já ocorre em maior ou menor grau por toda a lusofonia wikimediana para além da Wikipédia (e talvez nela também). Em parte pela falta de conteúdo já existente. Agora, faz um ano que os projetos em inglês e alemão foram criados e já é possível ter uma idéia sobre a Wikiversidade. Depois da última discussão organizou-se e desenvolveu-se algum conteúdo no próprio Wikilivros. Acho que é chegada a hora de dar o próximo passo.
Mais qualidade pode vir também com mais usuários ativos. Eles poderiam ser atraídos por mais livros completos e vice-versa. Se há conteúdo, o Wikilivros aparece mais nas ferramentas de busca e aparecendo mais, mais pessoas se interessam pelo projeto. É um círculo virtuoso. Outra maneira de se conseguir mais divulgação e mais usuários seria uma simples diferenciação visual. Convenhamos, para quem vê de fora os projetos da Wikimedia parecem todos iguais. Pouca gente consegue diferenciar cada um a pincípio. Os projetos da Wikimedia precisam sair da sombra da Wikipédia.
Mas enquanto esperamos algo nesse sentido podemos ir em busca de parcerias com empresas que estejam dispostas a distribuir nosso trabalho, como a OLPC e o plano de incluir livros do Wikijúnior nos computadores de 100 dólares. Isso se os 150 mil computadores realmente saírem no Brasil no ano que vem. Se não, muita coisa é possível através da imprensa.
Uma pequena e persistente lacuna no caminho dos novatos é a falta de páginas de ajuda para começar a editar. A falta de páginas de ajuda e a dificuldade advinda daí dificulta a vida dos que querem ingressar no projeto, mas essa é a dificuldade mais fácil de sanar.
O Wikilivros tem grande potencial - mas qual projeto da Wikimedia não tem - para crescer no próximo ano. Resta continuar trabalhando para colher os frutos. Ah, sim! Já que estamos em época de anúncios, o processo de escolha do novo logotipo do Wikilivros foi iniciado. Os artistas estão convidados a participar.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Wikilivros o que falta
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Jorge
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terça-feira, 30 de outubro de 2007
Poderia ter sido... Um anônimo
Foi a gota d'água. Já é a terceira ou quarta vez que me confundem com outro. Já houve confusões por causa disso e já até atribuíram minhas idéias a outras pessoas. Tudo bem que quatro mil edições - não, não dava boas-vindas - e quase dois anos de contribuições não são grande coisa, mas nem só de Esplanadas se faz uma comunidade.
Se há uns que querem deixar de ser IP e passar a ser alguém, eu queria deixar de ser alguém e passar a ser um IP. Talvez assim atribuíssem meus comentários e idéias a mim e ainda viraria assunto em blog.
Para o pessoal do fair use, a imagem prometida antes:
Jardim em Quioto, Japão. Autor: Fg2 Licença: Domínio Público
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Jorge
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domingo, 21 de outubro de 2007
Como criar um troll
Tudo bem. A última onda de choque passou. Já veio até outra mais branda depois dela. Podemos descansar e voltar aos artigos [ou à Esplanada]... Mas até quando? Os últimos embates parecem ter sido vencidos mais uma vez pelo cansaço, mas até quando essa estratégia funcionará? E se da próxima vez - ah, sim, haverá uma próxima vez - vier alguém mais chato e mais insistente o que fazer? Estou falando da constante proliferação de trolls na Wikipédia lusófona.
Sua origem é uma só, a falta de habilidade da "comunidade" em lidar com pessoas [e não estou aqui falando de bloqueio...]. Senão, vejamos um exemplo:
Eis o indivíduo que acabou de fazer seu cadastro na Wikipédia e criou um verbete. "Mas ei", pensa a "comunidade". "Este verbete é propagandístico. Vai para o lixo", completa. Pobre coitado ninguém assumiu sua boa fé. Começa assim a sua penitência - e também a dos que gostam do silêncio... Não entende a votação: "Que é isso? Quem são esses todos que se uniram para apagar 'meu' verbete? É um compadrio de amigos, uma gang, uma panela. Não é livre este espaço?" Pede a explicação dos votos: "Querem que eu melhore o trabalho, melhorarei... Pronto! Melhorado!" Mas não adianta, o conteúdo é não só propagandístico como irrelevante só que esqueceram de avisar-lhe: "Mas o que é isso? Continuam a querer apagar meu trabalho. Corja, vou avisar a outros desse complô... Vou a instâncias superiores, vou clamar à comunidade contra as injustiças! ". Como todos estão acostumados ao barulho, não dão atenção ao caso. "A comunidade está com eles e contra mim. Mostrarei que há lixo pior que o meu e... Bloqueado??? Eu?" Depois do primeiro bloqueio - que nunca resolve nada -, já sabem a continuação. Eis em síntese a saga de um troll.
Os mais atentos já percebem o que estou a afirmar. É a "comunidade" que cria o troll! Certo, serei bonzinho e atribuirei 20% da culpa ao troll. Digamos que a maioria deles é de indivíduos perturbados, com complexo de perseguição, um enorme egocentrismo, muita teimosia e falta de simancol. Ainda assim, a maior parte da culpa fica por conta da "comunidade". Em um primeiro momento, os administradores, mas não só, dão à luz a essas personagens depois todos ajudam a criá-las.
Não estou aqui me colocando contra o trabalho administrativo, mas ele requer diálogo, habilidade que nem todos têm ou sequer tentam ter. Na Wikipédia lusófona, a base do diálogo é o bloqueio ou sua ameaça. Outra parte da culpa está no torpor permanente em que a "comunidade" está quanto a confusões, o tal ignore mode, ou os comentários sobre o clima. Essa atitude não ajuda em nada. Ignorar trolls não vai fazê-los pararem de vir.
Na verdade, não há maneira de impedir que indivíduos dessa índole se disponham a ajudar. O que se pode fazer é ter mais paciência com eles. Levar as normas de conduta a sério, isto é, segui-las antes de querer que os outros as sigam. Tentar impedir que o fogo fuja ao controle antes que seja tarde. Não é o caminho fácil do bloqueio - no final ele só aparenta ser fácil -, mas poupa muita dor de cabeça e tempo. Respondendo à pergunta inicial eu direi até quando: até o momento em que houver uma mudança na atitude da "comunidade" ou dos indivíduos que a compõem.
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Jorge
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